O Ministério do Planejamento, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), vai “exportar” a tecnologia do Portal do Software Público Brasileiro para países da América Latina e Caribe. O projeto, que vai selecionar de dois a cinco países para os quais serão criados portais de compartilhamento de softwares semelhantes ao portal nacional, será apresentado durante a Latinoware 2009.
Os países candidatos a receber um portal semelhante até agora são Paraguai, Uruguai, Chile, Equador, Costa Rica e Trindad e Tobago. Os interessados devem apresentar suas propostas à organização da iniciativa, que deve escolher os países contemplados até o fim deste ano. Após a seleção, os portais internacionais têm previsão de estarem prontos até o fim de 2011.
A criação de portais semelhantes em outros países será um primeiro passo para que, além de softwares brasileiros, programas de outros países possam ser compartilhados por mais nações, explica o coordenador do portal nacional, Corinto Meffe. Além disso, Meffe conta que o Portal de Software Público ajudou "no desenvolvimento econômico e social. Já existe um mercado baseado nestes softwares".
Atualmente, 29 programas desenvolvidos por órgãos do governo do Brasil já estão disponíveis no Portal do Software Público Brasileiro para o uso de outras esferas do poder público e da sociedade em geral. Agora, com o apoio do PNUD, um dos softwares brasileiros disponíveis no site será traduzido para o espanhol e disponibilizado numa página própria, voltada aos latino-americanos.
Fonte: Latinoware
Mais do que algo voltado a um grupo alternativo, o software livre representa redução de custos para as organizações e novos modelos de negócios para empresas e profissionais de TI, através de serviços, treinamento e consultoria.
Por se tratar de um conceito ainda não definido de forma exaustiva, consequência natural de linhas de pensamento que diferenciam o software livre do open source (código aberto), podemos generalizá-los através do acrônimo FLOSS (Free/Libre/Open Source Software) de modo a unificar todo este fenômeno que vem ocorrendo em escala global, notadamente nos EUA, no Brasil e na Europa – que tem patrocinado diversas iniciativas através da Comissão Europeia.
O termo inglês free significa mais que gratuito, significa ter liberdade. Liberdade que para os defensores do software livre se traduz em poder usá-lo, alterá-lo de acordo com as necessidades pessoais, aperfeiçoá-lo e distribuir cópias para a comunidade, além de melhorá-lo e publicá-lo com estas melhorias (conceito do pesquisador Richard Stallman). Isto graças ao código-fonte aberto.
Alega-se que um programa e seu código-fonte são conhecimentos científicos, que não podem permanecer ocultos ao público, pois assim correr-se-ia o risco de ter alguns poucos dominando o conhecimento, o que atrasaria o avanço da ciência.
Com o código aberto pode-se verificar as rotinas de um programa e checar se informações privilegiadas não estão sendo enviadas de forma maliciosa aos fabricantes e/ou a terceiros. Também, a possibilidade de correções de bugs (erros) é maior e mais rápida, graças às comunidades que trabalham em cima destes softwares. De acordo com a Lei de Linus: “Dados olhos suficientes, todos os erros são triviais”.
Para as organizações, utilizar software livre ao invés de software proprietário representa redução de custos ao eliminar o pagamento de licenças. Esta economia pode ser investida na contratação de pessoal melhor capacitado em TI ou no treinamento dos próprios colaboradores, que poderão até mesmo aperfeiçoar o software livre de acordo com as necessidades da organização.
Já para os fabricantes de software, mudar do proprietário para o livre significa uma mudança em seu modelo de negócios. Quem produz software proprietário gera receita através da venda de licenças (uma vez que o software em si nunca é vendido, o que se vende ao usuário é o direito de uso em uma quantidade determinada de computadores). No novo modelo de negócios, o de software livre, os fabricantes podem obter receita através da prestação de serviços, como instalação, suporte, treinamento e consultoria, por exemplo.
Software livre é hoje uma tendência que desperta cada vez mais a atenção de empresas, governos, universidades, instituições de pesquisas. Neste contexto, algumas iniciativas já podem ser encontradas em nosso país patrocinadas em âmbito federal, como os portais Software Público Brasileiro e Software Livre. [Webinsider]
Fonte: Webinsider
Prefeitura de Salvador adota o SIPREV - solução disponível no Portal do Software Público Brasileiro.
(13/05/09)Cogel pela Previdência
Novo sistema de previdência busca agilidade de atendimento ao servidor municipal.
Os servidores da Prefeitura Municipal de Salvador (PMS) podem esperar mais agilidade e segurança no lançamento e busca de dados no sistema previdenciário municipal. O Instituto de Previdência do Salvador (Previs) acaba de adotar o SIPREV, um Sistema Previdenciário de Gestão para Regimes Próprios de Previdência Social ou RPPS. Uma solução tecnológica prospectada pela Companhia de Governança Eletrônica do Salvador (Cogel) entre os softwares públicos disponibilizados pelo Governo Federal.
Uma comissão formada por Neemias dos Reis Santos, presidente do Previs; Nailton Lantyer Filho, presidente da Cogel, Selma Gomes de Sousa, chefe de gabinete do Previs e Edson Queiroz Santos, gestor do NTI do Previs, foi pessoalmente a Brasília conversar com a equipe responsável pelo sistema SIPREV sobre a proposta de cooperação técnica aberta pelo Ministério da Previdência Social a todas as cidades brasileiras.
O Ministério, através da parceria com os entes federativos, visa garantir o equilíbrio atuarial e financeiro previsto no art. 40, da Constituição Federal e o controle das demais disposições legais e Constitucionais, inclusive quanto ao teto remuneratório, conforme disposto no inciso XI do art. 37 da Constituição Federal. Além de viabilizar o cumprimento do art. 3º, da Lei nº 10.887/2004, que prevê a formação de banco de dados dos servidores da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.
“Através do sistema que estamos implantando, será possível agilizar a concessão de benefícios previdenciários, explica Neemias Santos, pois, com o envio de dados para o SIPREV e o cruzamento destes com as informações cadastrais do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), gerido pelo Ministério da Previdência, levantaremos um histórico mais apurado de cada funcionário da PMS e qualquer novo benefício será concedido mais facilmente e de forma justa”.
O Sistema
O SIPREV é um software livre que permite ter-se, em um único banco de dados, as informações cadastrais (informações básicas da pessoa, seja servidor ativo, inativo, pensionista ou dependente); as informações previdenciárias (vínculos funcionais, tempos de contribuição, aposentadorias adquiridas, histórico funcional, cargos e carreiras), e as informações financeiras do contribuinte (valor de contribuições previdenciárias e benefícios recebidos), bem como permite a concessão e manutenção de benefícios (habilitar, simular, reabrir/revisar todos os tipos de benefício) e a verificação dos registros de dados essenciais.
“É uma ferramenta de uso local, disponibilizada para viabilizar a formação de uma base única de informações, o que nos permite analisar a situação do servidor de forma individualizada e rápida, otimizando a assistência da PMS aos seus beneficiários”, explica Edson Santos.
Para subsidiar a gestão de cada RPPS, o Sistema conta com Módulos: de Recadastramento, de
Cálculo do Benefício Médio no SIPREV, Atuarial, de Simulação de Benefícios, de Importação de dados para o SIPREV e de Concessão de Benefício.
Vantagens para a PMS
Através da parceira direta com o Ministério da Previdência Social, a PMS/PREVIS garante: o cumprimento da legislação, no momento da concessão de um benefício desenvolvido por órgão competente para normatizá-lo; a gratuidade do software, que tem código aberto; o treinamento gratuito, oferecido pelo Ministério; o retorno de informações sobre óbitos, cartórios, vínculos no RGPS, entre outras especificidades, obtidas com o cruzamento dos dados do RPPS com diversos sistemas sob a Gestão do próprio Ministério; e a modernização constante do sistema, que será mantido pela DATAPREV e disponibilizado no Portal Software Público.
O treinamento de técnicos da PMS/PREVIS/COGEL será realizado já na próxima semana maio (12-15), em Brasília, e assim que retornarem, já assumirão a manutenção do sistema, que está sendo adaptado pela Cogel às necessidades da PMS e estará em funcionamento pleno no final de maio.
Netbooks, notebooks e computadores populares estão sendo vendidos aos montes com distribuições do Linux, o sistema operacional gratuito criado pelo finlandês Linus Torvalds. Eu usei o termo distribuição, pois uma característica do Linux é a existência de diversas versões do sistema, com uma série de diferenças e peculiaridades.
O comportamento das pessoas em comprar computadores novos, que vem de fábrica com Linux, é automaticamente irem atrás de uma pessoa para instalar o Windows. Isso baseado em uma visão incorreta, de que o Linux é um sistema é difícil de usar e possui diversas incompatibilidades com aplicativos comuns no Windows.
Acredito que é importante para as pessoas conhecerem outras opções de sistemas operacionais, e ter ciência de que é possível usá-los sem qualquer dificuldade ou perda de agilidade nas tarefas do dia-a-dia.
Por conta disto, farei escreverei duas colunas especiais sobre o tema. Hoje mostrarei como instalar o Linux em um computador e para isto escolhi a distribuição Ubuntu 8.10. O arquivo tem cerca de 700 MB e cabe em um CD. (via g1.globo.com)
Cidades unidas
(25/11/08)
Se o software livre encontra barreira cultural forte entre os usuários comuns, a necessidade de adoção dos sistemas abertos por governos parecia indiscutível no Latinoware. O evento também foi o palco para o lançamento do 4CMBR, ambiente na internet que servirá de base para o auxílio tecnológico aos municípios brasileiros. O portal tem ferramentas para possibilitar o compartilhamento de conhecimento e colaboração entre representantes das cidades, como chat, fórum e wiki. Além disso, a idéia é, com o tempo, disponibilizar softwares importantes para a administração pública municipal.
“Essa rede pode ser eficaz para transformar a qualidade tecnológica nas prefeituras, no sentido de propor unificação das soluções e ajuda mútua entre as administrações de diferentes cidades”, propôs Luis Felipe Costa, coordenador do projeto, do Ministério do Planejamento. Os quatro C’s do nome se referem a colaboração, comunidade, conhecimento e compartilhamento.
Assim, os representantes discutiram estratégias que envolvem a migração para softwares livres, tanto em soluções internas quanto nas relações com a população. O portal se propõe a estender o debate e torná-lo permanente. Os documentos em formato .ODF (open document format), alternativa de código aberto ao .DOC (que pode ser aberto com Word, do Microsoft Office), são um bom exemplo.
“Se a prefeitura determina que no Centro da cidade só podem circular veículos de determinada marca, as pessoas não vão aceitar. Quando a administração coloca em seu site um documento .DOC, o que ela diz indiretamente é que o cidadão tem de ter uma licença do Office para ter acesso àquele formulário, ou então que busque o caminho da ilegalidade. Isso é complicado do ponto de vista do direito humano”, comparou Jomar Silva, diretor do capítulo nacional da ODF Alliance.
Para Julio Cezar Cardoso, diretor de desenvolvimento tecnológico de Itajubá, a 447 quilômetros de Belo Horizonte, a aposta na colaboração pode ser uma boa saída. “O pessoal fica isolado e, às vezes, prefeituras distantes podem ter problemas comuns na implantação de sistemas abertos. Compartilhar isso pode ser muito produtivo”, diz. A administração de Itajubá usa aplicativos de código aberto desde 2006, de acordo com Cardoso, mas encontra dificuldades em migrar o sistema operacional por conta de um programa gerencial que só roda em Windows.
“A solução que queremos propor é que o aplicativo seja adaptado para rodar on-line. Assim, poderá ser acessado por meio de qualquer navegador”, diz Cardoso. Ele acrescenta que a migração também deve ser acompanhada por treinamentos que capacitem os usuários à nova maneira de interagir com os sistemas abertos. Experiências graduais, como a praça digital, com internet sem fio aberta à população no Centro da cidade, comandada por um estação Linux, podem ganhar visibilidade e servir de exemplo no ambiente virtual. Mais uma vez, a troca de idéias quanto a essas estratégias de implantação podem encontrar terreno fértil no novo portal.
www.softwarepublico.gov.br/4cmbr
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O evento é uma iniciativa da ITAIPU Binacional, da Fundação Parque Tecnológico Itaipu – Brasil, do Governo do Paraná, por meio da Companhia de Informática do Paraná - Celepar, e de outros parceiros.
Neste ano contará com uma atração inovadora. Em parceria com a SLTI - Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação - do Ministério do PLanejamento, realizará o " I encontro 4CMBR - Comunidade, Conhecimento, Compartilhamento e Colaboração dos Municípios Brasileiros"
Na ocasião será lançado dentro do portal do Software Público o espaço dedicado aos Municípios Brasileiros - 4CMBR[1] e a disponibilização da solução I EDUCAR pela Prefeitura Municipal de Itajaí também no Portal do Software Público.
O I encontro dos municípios acontecerá durante um dia inteiro, com mostra de soluções aplicadas para os municípios, mesas de debates incluindo assuntos relevantes, dentre eles: linhas de financiamento, ações concretas para o desenvolvimento nos municípios, debates entre representantes municipais, mini curso de como migrar uma prefeitura, entre outros.
A grade completa estará disponível em breve no site oficial da Latinoware 2008:
http://2008.latinoware.org/
[1]O ambiente 4CMBR terá como uma de suas tarefas auxiliar o desenvolvimento da informatização no setor público municipal, para estimular uma nova tendência de oferta de softwares de gestão para prefeituras, incluindo informações importantes para a administração, tornando-se um espaço focado em temas relevantes para os municípios.
Serão disponibilizados documentos úteis nas diversas ações ligadas à tecnologia da informação municipal e links úteis para os profissionais das prefeituras.
O mesmo contará com o PDTI - Plano Diretor de Tecnologia da Informação - da Prefeitura Municipal de Fortaleza, livre para download em sua íntegra.
Estarão disponíveis informações tanto para quem está iniciando no tema do software livre em prefeituras, quanto para aqueles mais experientes, que desejam aprofundar-se no assunto, além de técnicos de TI e gestores.
No portal do Software Público serão inseridas soluções de softwares livres gradualmente de acordo com a demanda, principalmente para a gestão municipal, na forma de software público, no intuito de evitar sua descontinuação, respeitar a Constituição e o ordenamento jurídico, e ser possível sua utilização com o devido amparo legal.
O espaço vai oferecer outros recursos como agenda, fórum, perguntas frequentes e chat.
São parceiros do 4CMBR, a ABEP, o projeto VIADIGITAL e o CDTC - Centro de difusão e tecnologia do conhecimento, além do apoio peculiar do projeto BrOffice.org fornecendo vasta informação - incluindo material para inclusão digital e link direto para download do EDIDOC (gerador automático de documentação padronizada para o BrOffice.org), ferramenta de grande utilidade para administração pública municipal -
O ambiente já entra em ação com base sólida e forte, unindo pessoas altamente capazes da área acadêmica e técnica, de se construir um novo cenário para o desenvolvimento do software livre nos municípios.
4cmbr
(12/09/08)News Item (5624607)
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